A retirada das próteses de silicone — o explante — gera dúvidas muito comuns, mas nenhuma supera esta: “Como vai ficar minha cicatriz?” A verdade é que não existe uma única resposta, porque a cicatriz do explante depende diretamente da via de acesso utilizada e, principalmente, de como está a mama depois de anos com silicone. Neste guia completo, você vai entender:
- por onde a prótese pode ser retirada,
- quando o explante exige mastopexia,
- diferenças entre cicatriz em T e cicatriz em L,
- como é o processo de amadurecimento da cicatriz,
- e quais tecnologias usamos — incluindo lasers — para deixar a cicatriz mais discreta.
1. Por onde é feita a retirada das próteses? (vias de acesso no explante)
Quando o objetivo é somente retirar o implante, sem necessidade de lifting, normalmente utilizamos a mesma via da cirurgia original. Isso mantém a cicatriz pequena e localizada em uma área já camuflada.
As vias mais comuns são:
Axilar
A incisão fica dentro da prega da axila. É uma cicatriz discreta e longe da mama.
Aréola
A cicatriz acompanha o contorno da aréola, onde a transição natural de cor ajuda a disfarçar.
Sulco inframamário
Localizada na dobra inferior da mama, permanece escondida nas posições naturais do corpo.
Em explantes simples, a cicatriz costuma ser exatamente essa — a mesma da via de acesso original.
2. Mas na maioria dos casos… o explante exige mastopexia
Depois de anos com silicone, é comum existir:
- flacidez,
- queda mamária,
- excesso de pele,
- perda de sustentação interna.
Por isso, na grande maioria das vezes, o explante precisa ser combinado com uma mastopexia (lifting das mamas) para reposicionar o tecido e devolver formato. No Casal 20 da Plástica, utilizamos a mastopexia de autodefinição, uma técnica que cria uma estrutura interna usando o próprio tecido da paciente, oferecendo:
- mais firmeza,
- projeção natural,
- formato estável ao longo dos anos,
- sem necessidade de prótese.
3. Cicatriz em T ou cicatriz em L: qual será a sua?
Quando há necessidade de mastopexia, a cicatriz depende do formato da mama, da quantidade de pele e do volume da prótese retirada.
Cicatriz em T (âncora)
Indicada quando o excesso de pele é maior ou quando a mama precisa de reposicionamento mais amplo.
A cicatriz envolve:
- aréola
- vertical,
- horizontal no sulco.
É a técnica que dá maior capacidade de remodelação.
Cicatriz em L
A opção quando é possível evitar a extensão horizontal completa.
Inclui:
- contorno da aréola,
- cicatriz vertical,
- e apenas um pequeno segmento no sulco.
Ambas podem entregar resultados muito harmônicos quando associadas à técnica de autodefinição — que melhora a forma final independentemente da cicatriz escolhida.
4. Como as cicatrizes evoluem? (processo de amadurecimento)
Toda cicatriz passa por um período de evolução que vai de 12 a 18 meses, tempo necessário para:
- clarear,
- afinar,
- ganhar textura mais uniforme.
Nos primeiros meses, é normal que a cicatriz fique mais evidente. Depois, começa a fase de maturação, onde ocorrem as maiores melhoras visuais.
5. Tratamento das cicatrizes: tecnologia, laser e acompanhamento contínuo
O tratamento das cicatrizes após o explante faz parte essencial da nossa rotina na Plena. Utilizamos um conjunto de estratégias planejadas para cada paciente:
- Fitas e produtos à base de silicone
- Para reduzir tensão local e prevenir alargamento.
- Protocolo preventivo individualizado
- Orientações de cuidado diário, hidratação, proteção solar e manejo de qualquer tendência a queloide ou cicatriz hipertrófica.
Lasers
Aqui na Plena, usamos lasers específicos para:
- melhorar a vermelhidão inicial,
- suavizar a textura,
- estimular colágeno,
- acelerar o amadurecimento da cicatriz,
- torná-la mais fina e discreta ao longo do tempo.
O laser entra como um aliado importante especialmente nos primeiros meses, quando conseguimos modular a resposta cicatricial de forma mais eficaz.
Acompanhamento de longo prazo
Nós acompanhamos a paciente pessoalmente, em revisões periódicas, para ajustar o tratamento conforme a cicatriz evolui. Conclusão: sua cicatriz depende da técnica necessária — e do cuidado que vem depois
O explante não é apenas a retirada do silicone. É uma reconstrução da forma da mama, e por isso as cicatrizes variam de acordo com a necessidade de cada caso. Quando existe flacidez, a mastopexia é fundamental para um resultado bonito e natural — e ela traz suas próprias cicatrizes, que hoje podem ser tratadas com tecnologia, experiência cirúrgica e protocolos completos. Com técnica precisa e acompanhamento próximo, as cicatrizes tendem a evoluir muito bem e se tornar cada vez mais discretas.
@casal20daplastica